Qual o melhor servidor de rede? Confira nossas dicas para comprar um NAS

Como escolher o melhor NAS?

Informações crescentes, baixo orçamento e necessidade de expansão da infraestrutura de armazenamento. Esse cenário se repete todos os dias dentro da maioria das empresas, seja ela um pequeno escritório ou grande datacenter com milhares de terabytes. Servidor NAS ou network attached storages são equipamentos parecidos com nossos servidores, possuindo em seu hardware uma ou mais CPUs, placa-mãe, disco(s) rígido(s) e uma ou mais portas de rede ethernet.

Além disso, esses servidores de rede podem ser externos ou rackmount e integrarem serviços como alvo iSCSI, link agregation nas portas LAN, redundância de hardware ou integração aos serviços de diretório existentes. Com objetivo de prover e armazenar informações via rede local ou serviços de nuvem, os NAS storages podem atuar como central de backup, cloud storage, sistemas de archiving, servidores de aplicação, arquivos e muito mais.

Como escolher meu NAS

Definindo as aplicações

A equação de balanceamento para uma compra racional está longe de ser simples, porém segue algumas dicas para quem está iniciando na área de TI. Antes de sair a procura do melhor NAS, sempre é bom ter as seguintes questões já formuladas para seu cliente interno:

  • Qual será a aplicação principal do NAS?
  • O tempo de processamento é importante?
  • Qual a capacidade liquida necessária?
  • Qual o nível de segurança desejada para as informações armazenadas?
  • Quantas alternativas se enquadram nessa necessidade?
  • Quais recursos adicionais os produtos ofertados possuem? Eles serão úteis?
  • Como funciona o suporte e garantia do equipamento?

Um servidor para cada projeto

A principal motivação para compra do novo servidor de rede será de grande valia para definição e aquisição do produto correto pelos profissionais envolvidos.

Nem sempre os equipamentos ofertados possuem todos os requisitos necessários para suprir necessidades as específicas do projeto, por isso alguns pré-requisitos como velocidade de processamento em IOPS (informações processadas por segundo), capacidade de armazenamento do sistema, tipo de gabinete (desktop ou rack), redundância de hardware, nível de arranjos RAID para os discos e número de interfaces de rede devem ser dimensionados antes da compra.

Como esse tipo de solução é composta por hardware, software e serviço agregado, também é uma boa prática testar os aplicativos que compõe a solução e serão implementados. Muitos fabricantes disponibilizam aplicativos para implementar serviços de nuvem, sincronização de dados em tempo real, sistemas de backup e replicação bem como promessa de escalabilidade (capacidade de crescer conforme a necessidade), alta disponibilidade para funcionamento contínuo e ferramentas para gerenciamento. Lembre-se: Um aplicativo não homologado pode ocasionar muita dor de cabeça caso não funcione de acordo com o projeto.

Um servidor para cada Projeto

Quando a performance fala

Cada aplicação tem seu ponto critico. Bancos, hospitais ou grandes prestadores de serviço são apenas alguns exemplos de verticais que não podem perder um único bit de informação. E devem ser rápidos nas respostas, muito rápidos.. Como nossas dicas vão para configurações menos elaboradas, cabe mencionar:

O sistema operacional do NAS, a interface de gerenciamento, os aplicativos incorporados, os tipos de discos rígidos suportados, o número de portas de rede e a velocidade de processamento são importantes para a escolha correta.

NAS com sistemas operacionais de baixa performance comprometem todo gerenciamento das informações. A escolha dos discos rígidos corretos para integrar o sistema é muito importante, Com diferentes velocidades (5.400, 7.200, 10.000RPM) e padrões de comunicação (SATA ou SAS), somente alguns modelos de hard disks foram desenvolvidos para trabalho profissional.

Via de regra, sistemas com mais discos possuem mais recursos, como a possibilidade de implementação dos arranjos de discos mais seguros e de maior desempenho. Como regra geral podemos adotar: Quanto mais discos, mais segurança e performance.

A novidade são as memórias SSD

Com a chegada dos SSD, os melhores NAS storages já permitem instalação de bancos de memória para auxiliar o sistema no gerenciamento dos dados. NAS com sistemas híbridos de armazenamento podem possuir em suas configurações discos profissionais (SAS), memórias SSD e discos comuns (SATA) de classe empresarial num único equipamento.

Isso significa que informações importantes e muito acessadas poderão ser transportadas via software (tiering) para os bancos de memória e os dados menos acessados ficarão "estocados" nos discos de baixo custo.

NAS com novidade SSD

NAS gigabit ou 10G? Uma ou várias portas LAN?

Os NAS storages podem possuir uma ou mais portas ethernet para conexão com a rede local, sendo que sistemas com 2 ou mais portas LAN incorporam recursos como o link agregation (load balancing e failover), permitindo maior performance ou segurança na transmissão e recepção de dados.

Equipamentos com várias portas LAN permitem configurações contra falhas e, caso uma conexão apresente problemas, a(s) outra(s) assume(m) a atividade. Também é possível balancear e distribuir a transmissão e recepção dos dados, encadeando todas as portas de comunicação do NAS como se fosse uma única conexão de alta velocidade.

IOPS - A medida de performance confiável

Servidores de arquivos e de banco de dados nem sempre precisam de grande área de armazenamento. Mas, assim como sistemas multi-tarefa, equipamentos para virtualização de servidores e aplicações voltadas para edição de vídeo de grandes arquivos são aplicações que exigem grande quantidade de cálculos e processamento, por isso a velocidade de operações do NAS deve ser compatível para cada projeto.

A métrica ideal para esse tipo de análise é dada pela sigla IOPS (inputs / outputs per second), que equivale numa tradução livre como a quantidade de informações processadas por segundo. Com essa referência de processamento fica mais fácil entender e comparar os NAS storages para uma análise mais acertada de performance.

Nem sempre equipamentos com hardware mais robusto são os que apresentam maior quantidade de IOPS: Grandes processadores, alta capacidade de memória ou discos de maior capacidade ou velocidade nem sempre conseguem entregar o melhor resultado. Para isso, o equilíbrio entre sistema operacional, características de hardware, softwares integrados e a correta interpretação de cada necessidade levam a uma escolha mais acertada.

A capacidade do NAS depende do arranjo de discos

Conforme mencionado, os storages NAS podem receber discos rígidos de diferentes tecnologias e velocidades, além de compor sua população entre discos e memórias SSD para maior velocidade. Para arranjos de baixo custo, o indicado é usar discos SATA de terceira geração ou SATA III, que conseguem transferências até 6Gb/s.

Ao dimensionar um equipamento para ser servidor de rede, é necessário lembrar que a capacidade nativa (calculada pelo número de discos X capacidade nominal unitária) não será a capacidade disponível para uso após a montagem do arranjo RAID. Abaixo segue uma pequena tabela para exemplificar a perda:

Capacidade do NAS depende do arranjo de discos

O arranjo abaixo possui oito hard disks de 4TB cada, totalizando 32TB de capacidade bruta. Ao implementarmos o RAID 10 teremos apenas 16TB de capacidade disponível, com suporte a falhas de até 4 discos do arranjo sem prejudicar o sistema.

Outro ponto importante é que hard disks SATA precisam de uma área livre no pool de discos para entregar melhor performance, por isso os fabricantes de HDs sugerem que pelo menos 10% do espaço total do arranjo de discos permaneça sem ser utilizada por dados, para que o sistema gerencie bem as trocas e sempre entregue a melhor performance possível.

Outra informação a ser avaliada é a conta binária onde, basicamente 1TB = 930GB. Na prática, não provisionando o espaço de 10% para área livre para que o sistema trabalhe corretamente, as capacidades após implementação de um arranjo de discos num pool de 8 discos de 4TB será:

Arranjo de discos e capacidade

Segurança para as informações armazenadas

Para manter as informações seguras, os NAS possuem dois tipos de proteção muito bem definidas: A redundância de hardware e a proteção contra acessos por software. O hardware na maioria dos network attached storages possuem pelo menos suporte a arranjos de disco RAID, onde a informação pode ser gravada em duplicidade ou discos de paridade poderão ser adicionados ao sistema para evitar falha.

Além disso, sistemas profissionais possuem gavetas removíveis (hot-swappable) para instalação de hard disks, além de controladoras, ventiladores e fontes de alimentação redundantes. Ao entrarmos no mundo dos datacenters encontraremos equipamentos de alta disponibilidade e com zero ponto de falhas, com placas lógicas e baterias redundantes. Além disso, é comum nesses ambientes encontrarmos equipamentos em stand-by monitorando as atividades do NAS principal. Caso essa unidade falhe, o storage reserva assume as tarefas de forma imperceptível aos usuários (alta disponibilidade).

Além da preocupação com o hardware, os grandes players do mercado entregam sistemas com proteção por senha para volumes, pastas e arquivos, criptografia, autenticação por IP ou por porta LAN, VPN e uma série de ferramentas para que as informações sejam mantidas em segurança, como sistemas de backup automático e replicação de dados em tempo real.

Um NAS para cada público

Com novos aplicativos e um volume de informações crescentes, as vendas para a linha de storages tem crescido ano a ano. Com isso, grandes fabricantes tem incorporado cada vez mais recursos aos modelos de entrada dos servidores NAS, como aplicativos Media Center, sistemas de comunicação Wireless e recursos corporativos como alta disponibilidade ou substituição de partes defeituosas sem desligar o equipamento.

A grande vantagem de maior demanda por essa linha de produtos é a concorrência. Ela exige produtos cada vez mais bem elaborados e com custos menores. A Qnap é a líder de mercado na linha de SMB (smallmedium businesses) e entrega soluções de 2 a 24 discos para todas aplicações.

NAS para cada público

Concorrência saudável para o consumidor

Em constante evolução, os equipamentos NAS tem incorporado novas tecnologias e recursos, nem sempre conhecidos ou que antes eram inacessíveis visando capturar novos consumidores. Tarefas corriqueiras e que até então possuíam soluções alternativas, trabalhosas, manuais e sem controle algum tem sido disponibilizadas nos produtos, como servidores de impressão ou de arquivo, comunicação com TVs de tela grande e com outros eletro-eletrônicos como consoles de jogos e Blu-Ray Players.

Na área empresarial temos equipamentos de baixo custo com recursos de alta disponibilidade, softwares que evitam a gravação de dados duplicados (deduplicação) e equipamentos de baixo consumo de energia para grandes datacenters. Essas qualidades sempre impactam na quantidade de problemas resolvidos, diminuindo assim o custo de propriedade do equipamento.

A recomendação é que sempre que possível, assistir apresentações de TODOS os recursos disponíveis em cada NAS. Ninguém é mais recomendado que especialistas da área para fazer uma demonstração on-line dos produtos a ser adquiridos, é rápido e será muito proveitoso.

Garantia e Pós-Venda

Da mesma forma que estudar sobre os recursos de cada NAS é importante, vale muito conhecer o suporte técnico pós-venda, a política e opções de garantia, simples ou estendida, uma vez que ao colocar o equipamento em produção, o custo das informações perdidas ou tempo de inatividade pode ser imenso.

Procure sempre fornecedores que possuam suporte técnico especializado, sejam conhecidos no mercado e que preferencialmente possuam opções na venda de serviços como garantia estendida.

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